sábado, 25 de maio de 2013

Citação Direta e Indireta


Modelo de como se deve fazer uma citação Direta e Indireta
Trabalho de Projeto-Pedagogia

Citação direta 
Exemplo 1: 
O problema do método é capital na educação de adultos. Nesta fase é um problema muito mais difícil que na instrução infantil, porque se trata de instruir pessoas já dotadas de uma consciência formada - ainda que quase sempre ingênua - com hábitos de vida e situação de trabalho que não podem ser arbitrariamente modificados. (PINTO, 1997, p.86) 

Exemplo 2: 

Segundo Paulo Freire, "um dos equívocos funestos de militantes políticos de prática messianicamente autoritária foi sempre desconhecer totalmente a compreensão do mundo dos grupos populares". (1999, p. 91). 

Citação Indireta 
Exemplo 1: 
De acordo com Freitas (1989), a cultura organizacional pode ser identificada e aprendida através de seus elementos básicos tais como: valores, crenças, rituais, estórias e mitos, tabus e normas. 
Exemplo 2: 
 Segundo as falas de Edgar Morin (2003) sobre a teoria da complexidade, a partir do final do século passado, trouxeram novas formas de pensar o mundo e consequentemente a educação. 


quinta-feira, 9 de maio de 2013

Alfabetização x Letramento, sob o ponto de vista de Magda Soares



A autora Magda Soares em seu artigo “Alfabetização e Letramento, as muitas facetas” vem fazer um entrelaçamento entre outro texto lançado há quase 20 anos “As muitas facetas da Alfabetização”, pois acredita que as questões ali anunciadas continuam atuais e grande parte dos problemas ainda sem solução, para isso a autora faz de forma implícita a relação entre letramento e alfabetização.
O termo letramento surgiu no Brasil em meados dos anos de 1980, com o objetivo de reconhecer e nomear práticas sociais de leitura e de escrita mais avançadas e complexas que as práticas do ler e do escrever. Antes do censo de 1940, o que definia um sujeito alfabetizado era o que declarasse saber ler e escrever mesmo que fosse o trivial. Após esse período algumas mudanças aconteceram no conceito de alfabetização, que para o indivíduo ser considerado alfabetizado ele tinha que além de ler e escrever, saber fazer uso da leitura e da escrita, tendo aí uma progressiva, mas bastante cautelosa extensão do conceito de alfabetização em direção ao conceito de letramento.
     Outro problema que a autora trata em seu artigo é a implantação do sistema de ciclos, que pode trazer – e tem trazido – uma diluição ou uma preterição de metas e objetivos a serem atingidos gradativamente ao longo do processo de escolarização; o princípio da progressão continuada, que, mal concebido e mal aplicado, pode resultar em descompromisso com o desenvolvimento gradual e sistemático de habilidades,competências, conhecimentos.Para a autora esse sistema de ciclos pode ser uma das causas do fracasso escolar.
     Para finalizar, Magda Soares expõe algumas sínteses, em que aponta problemas que a educação ainda precisa corrigir. Em primeiro lugar, a necessidade de reconhecimento da especificidade da alfabetização, entendida como processo de aquisição e apropriação do sistema da escrita, alfabético e ortográfico; em segundo lugar, e, como decorrência, a importância de que a alfabetização se desenvolva num contexto de letramento. Em terceiro lugar, o reconhecimento de que tanto a alfabetização quanto o letramento têm diferentes dimensões, ou facetas, a natureza de cada uma delas demanda uma metodologia diferente, de modo que a aprendizagem inicial da língua escrita exige múltiplas metodologias, algumas caracterizadas por ensino direto, explícito e sistemático. Em quarto lugar, a necessidade de rever e reformular a formação dos professores das séries iniciais do ensino fundamental, de modo a torná-los capazes de enfrentar o grave e reiterado fracasso escolar na aprendizagem inicial da língua escrita nas escolas brasileiras.

Referência:
SOARES, Magda Becker. Letramento e alfabetização: as muitas facetas. Minas Gerais: 2003. Disponível em . www.scielo.br/pbf/rbedu/n25/n25a01.pdf/ Acesso em 24 abr. 2013.