Neste jogo não há adversários
No jardim das
brincadeiras, não tem essa de derrotar o adversário. Todo mundo se une para
ganhar
Com retalhos de tecidos, tampas de
garrafa e canetinhas, você apresenta para a turma um jogo de tabuleiro
instigante e interativo. O nome dele? Jardim das Brincadeiras. Inspirada no original
alemão Obstgarten, a arte-educadora Cyrce Andrade recriou o jogo que oferece a
oportunidade de trabalhar as brincadeiras.
Todos os jogadores - que podem ser os pequenos da Educação Infantil ou das
séries iniciais do Ensino Fundamental - têm a função de salvar juntos o
jogo-da-velha, o peão, a pipa, a amarelinha etc. O obstáculo é um grande
temporal. É preciso reunir à ciranda as crianças que estão fora da roda
(tampinhas coloridas) antes da chuva começar a cair. Se as nuvens (peças
pretas) taparem o sol antes disso, o jogo termina.

Mas não pense que tudo é divertimento
puro e simples. Há uma série de conceitos escolares que você pode explorar. De
cara, os estudantes entendem a importância do trabalho em equipe. "O jogo
tem um objetivo e deve ser atingido em conjunto", diz Fernanda Selbmann
Sampaio, professora de Educação Corporal da Escola Cooperativa de São Paulo.
"Não há rivalidade entre os jogadores e, naturalmente, um acaba torcendo
pelo bom desempenho do outro."
Como mais um incentivo para o trabalho em grupo, Cyrce sugere que o jogo seja
construído por alunos e professores. "É um excelente momento para trocar
ideias, ouvir histórias e cantarolar músicas", reforça. Além disso,
torna-se gratificante para quem confecciona descobrir-se capaz de fazer algo
que será compartilhado com os colegas.